20.8.16

AMOR, DESEJO E SUJEITO


Tu perguntas se deves, 
Digo, o que te impede?

Dava-se ao amor como dava-se ao ódio, 
Estimo não ser inverossímil nada do que dizem

a respeito do amor e ódio.

Amar e ódio são como lanterna mágica, 
alimentam os fantasmas da nossa alma, 
os dando cor.

Dizem que amar é para os fortes, 
mas temo tal especulação.

Os grandes escritores que falam sobre amor, 
são frágeis, mas corajosos.

O que motiva o amor, não é a força, 
mas a coragem de se despir, 
desabitar, permitir-se ser habitat do novo,
do Outro.

Já disse Goethe:
O que seria o mundo para nosso coração,
sem amor? 
O mesmo que uma lanterna mágica, 
sem luz,
Efêmero!

Não seja medíocre com o seu amor, 
Invista tudo, mergulhe.

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