20.1.13

ENSAIO SOBRE ANIMUS E ANIMA

A minha iniciativa neste texto, é de único e exclusivo desejo de pensar sobre o aparato da Psicologia Junguiana, que é a reflexão sobre o Animus e Anima que tivera apoio e contribuição de sua esposa, Emma Jung. Talvez, eu possa estar equivocado sobre minha linha de pensamento, mas quando não somos capazes de arriscar, nunca saberemos o ganho ou perda que poderíamos ter, caso expressássemos nossos pensamentos. Assim sendo, espero que apreciem o texto a seguir.

Emma e Jung, a primeira estudiosa do aparato da Psicologia, e o segundo, nosso famoso Psiquiatra e o criador da Psicologia Analítica, ambos acreditavam que havia vários ANIMUS (a representação masculina) numa mulher, enquanto no homem haveria apenas uma representação, uma ANIMA (a representação feminina), que passa e perpassa o complexo de Édipo.

Para o homem, é a mãe que nunca se deixa de amar, é o amor pelo qual procura incansavelmente em outros seios, em outros amores. Diferentemente da mulher, que tem sua representativa masculina mais ampla, com vários papéis masculinos, sendo paralelamente vivenciado por experiências, com o pai, marido, e demais homens que possam de alguma forma, trazer a essência do pai, aquele no qual tanto desejou o amor e proteção.

Ao pensarmos por essa perspectiva, Freud nos deixou uma lacuna obscura, por não tratar da representação, ou uma explicação mais elaborada e interativa do processo que a mulher vive, dentro do complexo de Édipo. Sendo assim, penso eu, que a mulher (filha, mãe), convive com o complexo de Édipo, numa acirrada disputa pelo colo do homem, que traz o conforto, proteção e amor, que é representado exclusivamente pelo papel masculino, pois o feminino é a compaixão, carinho e o amor mais cauteloso.

Quando o papel de filho, dentro do complexo de Édipo, é vivenciado pela representativa feminina, podemos cogitar que à mulher (filha), estaria vivenciando o sentimento de INVEJA pela mãe, por ela ter sido escolhida pelo pai e estar ocupando o seu lugar, que a filha acha ser dela por direito. Desta maneira, a filha procurará de alguma forma chamar a atenção do pai, na procura de conquista-lo e roubá-lo para ela.

Esse complexo, vivenciado pelo papel feminino (filha), na busca do amor do pai, se manterá caloroso até mesmo após ter chego à consciência, que o pai não pode ser seu, e nunca será.  É neste momento que, de alguma forma, podemos explicar o complexo edipiano vivido pela mulher, que procura em outros homens, à representação de proteção e amor do pai, por ela. Seguramente, o homem que fora escolhido para este papel, poderá ou não se encaixar bem no papel, caso não se encaixe, a mulher continuará em sua buscar de amor e proteção, que antes fora dado pelo pai e, que, na idade adulta precisará de outro homem que possa lhe oferecer tanto amor, como proteção.

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